quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Drinking Habit

A gente começa com uns dois copos de vinho, quando a gente é adolescente idiota e quer quebrar as regras só pra dizer que somos adultos, mas depois de um tempo, a sensação de embriaguez para e só vem os efeitos colaterais do dia seguinte que não são nada agradáveis.
É a primeira vez que a gente jura que nunca mais faz uma coisa que com certeza vai se repetir.
Aí depois a gente cresce, mas só na idade mesmo, porque a cabeça pouco muda, aí a gente começa a beber com os amigos, treinar responsabilidade - e autocontrole - quando é a vez de ser o motorista da vez e a bebida vira uma companheira amável e necessária, só pra dar aquela soltada na galera e a conversa fluir bem mesmo.
Aí começa o jeitinho social de beber, aquela coisa amena, de sexta feira a noite, sábado ou só no domingo, depois de uma semana cão.
Mas aí chega um dia fatídico que alguém, por alguma razão, quebra você e te larga sozinho apertando o replay da história todinha de vocês, pra saber exatamente quando o fim começou e de quem foi a culpa, se você é o único lascado ou se foi uma coisa mútua. Aí isso pega a gente pelo pé e derruba pra gente sentir que não levanta mais.
Aí que começa o hábito - mesmo que um passageiro - porque aquela velha companheira dos happy hours parece que te seda, te pega no colo e diz que tudo vai ficar bem daqui pra frente. Aí, claro, depois de parar, a gente sente aquela dor batendo na gente com um baque e vem efeitos colaterais diferentes: a gente chora, ri, até vomita pra lembrar um pouco de quando a gente era jovem e idiota e depois vem uma sensação de vazio que só quem sente sabe. E o hábito parece algo tentador quando a gente quer largar um problema sem ter que lidar com ele sóbrio, consciente, racional, então a gente bebe até esvaziar tudo que a gente sente de uma maneira esdrúxula que acaba dando certo.
Engraçado como a gente é covarde, né?

domingo, 29 de dezembro de 2013

For Give

Eu queria te dar de Natal um lindo presente que eu sei que você ia gostar muito. Pensei em livros, cadernos de anotação ou coisas de Freud, porque sabe lá Deus o porquê de você gostar tanto desse cara, mas depois de quebrar minha cabeça, - e meu cofre - eu percebi que eu deveria dar a você um bem muito mais precioso: meu perdão.
Você me fez acreditar que tava tudo bem e que nada, absolutamente nada, poderia dar errado e mesmo a gente tendo um prazo de validade, ou seja, mesmo eu sabendo que você ia embora e que isso ia acabar, você conseguiu desviar do plano inicial e cair fora bem antes. Eu te perdoo por jogar comigo o mais vil dos jogos, sabendo como eu era ruim nesse tipo de coisa, sabendo como eu precisaria de várias e várias sessões de terapia pra superar os meus problemas do passado que me quebraram lentamente. Você me alimentou de esperanças, de felicidade e de "amor", esperou até que eu me envolvesse pra poder repentinamente cortar laços comigo sem que eu tivesse a chance mesmo de lutar, me defender ou só de gritar com você.
Que porra de jogo é esse, cara? Você disse que não ia fazer isso, que comigo era diferente e eu não precisava me preocupar com isso, porque os outros caras faziam jogos... Não você. 
Tu criou outro nível de mágoa, uma que queima, arde e demora pra caramba pra cicatrizar só pra me lembrar todos os dias que você esteve aqui.
Você esteve aqui e sumiu.
A culpa não é só sua. Eu que fui burra e caí na sua, quando eu devia ter ouvido meu instinto falando que era uma cilada de novo, que eu ia me foder de novo e que não ia ser só no bom sentido da coisa.
Eu odiei você porque você me magoou.
Mas no espírito do Natal, eu vou largar isso de mão, vou enxugar umas lágrimas bestas da cara e vou te dar um enorme presente.
Toma aqui meu perdão...
E não volta mais.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Nuvem

Eu fico e você vem.
Porque a cada hora do dia parece que eu tô ficando tão leve que eu tô voando e todas as minhas palavras chegam ao chão antes que eu pense em me ancorar de volta e sair desses estado de leveza que eu nunca pensei que pudesse existir.
Vem aqui pra gente continuar de onde a gente parou.

Aquele Abraço

O seu abraço apertado, aquele cheio de paixão e que me faz pensar que todo mundo foi embora e só tem eu e você...
Saudades dele.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Mas Só Parece

Parece que há dez anos eu escrevo só pra você.
Mas só parece...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Só a Primeira

Quem diria que uma terça feira poderia ser tão extasiante?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

When We're Naked

Todas as nossas palavras viraram ar bem na nossa frente, elas devagarzinho tão embaçando o vidro do carro, nossa visão do mundo, tão obstruindo nossas gargantas.
Vamos parar de falar e começar a agir? Acho que já é hora da gente começar.
Eu gosto mais da gente quando estamos caladinhos.